Ministro do STF nega pedido da PF e livra Raupp da prisão

Ministro do STF nega pedido da PF e livra Raupp da prisãoA Polícia Federal pediu a Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão temporária da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (PT), dos ex-senadores Eunício Oliveira (MDB-CE) e Valdir Raupp (MDB-RO) e do ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União (TCU). Os pedidos, contudo, foram negados pelo ministro.

Os investigadores apontaram a necessidade da prisão para impedir interferências dos citados no caso e garantir as diligências. “É imprescindível a decretação da prisão temporária dos investigados de maior relevância nos crimes praticados pela associação criminosa, bem como daqueles que atuaram na entrega e no recebimento em espécie das quantias ilícitas”, dizia o pedido.

Consultada, a PGR (Procuradoria Geral da República) também se manifestou contra a prisão, afirmando não haver elementos suficientes que justificassem o pedido.

Na manhã desta terça-feira (5), várias equipes da Polícia Federal (PF) cumpriram mandados judiciais de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens por determinação de Fachin.

A operação se refere a inquérito aberto em maio de 2018 para investigar supostos repasses de cerca de R$ 40 milhões da J&F a políticos do MDB durante a campanha para as eleições de 2014. A ação da PF mirou supostos operadores do repasse.

Dilma e os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM), também alvos da operação, foram intimados a depor.

Em nota, Eugênio Aragão, que defende Dilma, afirmou: “é necessário evidenciar que não figura entre os investigados no inquérito e foi chamada exclusivamente para dar esclarecimentos em relação ao caso.”

Em nota divulgada pela defesa de Eduardo Braga, os advogados José Alberto Simonetti e Fabiano Silveira esclareceram que o parlamentar recebeu esta manhã uma solicitação do delegado Bernardo Amaral para prestar esclarecimentos no inquérito 4707 (Supremo Tribunal Federal) e que o senador já fez contato para ajustar a data do depoimento.

 

 

Fonte:rondoniagora.com

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