Rio Madeira atinge o segundo pior nível de seca em Porto Velho

Rio Madeira atinge o segundo pior nível de seca em Porto Velho
 O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) atualizou nesta sexta-feira (16), os dados de monitoramento e previsão para o comportamento dos rios da Bacia do rio Madeira em Rondônia no período de seca de 2020. Nesta última semana, com o atraso no início do período de chuvas, foi observada a continuidade da vazante. Em Porto Velho e Príncipe da Beira, os rios encontram-se na mínima histórica para o período do ano. Na capital do estado de Rondônia, o nível do rio Madeira superou a seca de 2016 e passou a ser a segunda mais intensa do histórico de monitoramento da região.

Devido ao atraso do início das chuvas, a previsão feita para Porto Velho foi superada, atingindo a cota de 1,88 m na data de hoje. A cota atual é 2,23 metros abaixo da mediana (4,11 m), que representa o comportamento normal para o rio. De acordo com a série histórica, o nível mais baixo registrado para este período de outubro havia sido de 2,32 m, fazendo com que a cota observada hoje seja a mínima do histórico para esta data. Mesmo cenário para Príncipe da Beira, que registra hoje 3,48 m.

Situação mais confortável em Ariquemes e Ji-Paraná, onde os rios já saíram da zona de atenção para mínimas em razão de chuvas observadas na transição para a estação chuvosa. Na bacia de drenagem de Porto Velho foram observadas chuvas de 16 mm nos últimos 7 dias, de acordo com estimativas de chuvas feitas pelo MERGE/INPE. Nos rios Tabajara e Mamoré chuvas mais volumosas foram observadas.

A previsão de chuvas sugere precipitações abaixo do normal praticamente em toda a bacia do Madeira para os próximos 15 dias. Contudo, há chuvas previstas, o que pode sugerir que são prováveis que se observem elevações dos níveis dos rios da bacia, ainda que de forma lenta, caso as chuvas previstas para a bacia se confirmem.

Um dos principais impactos da vazante extrema em Rondônia refere-se às restrições na navegação. Quando o rio atinge nível inferior a quatro metros, a Delegacia Fluvial de Porto Velho passa a adotar restrições, o que está ocorrendo desde a segunda semana do mês de agosto.

O Serviço Geológico do Brasil opera o Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Madeira (SAH Rio Madeira), Amazonas (SAH Rio Amazonas) e Paraguai (SAH Rio Paraguai). Os dados hidrológicos utilizados são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional de responsabilidade da Agência Nacional de Águas (ANA), operada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e demais parceiros. As previsões realizadas pelos engenheiros da CPRM são baseadas em modelos hidrológicos e estão sujeitas às incertezas inerentes aos mesmos.

 

 

Fonte:rondoniagora.com

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